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17 novembro 2017

Participe da Marcha das Periferias em todo país. Vamos cobrir de lutas o mês da Consciência Negra

A Marcha das Periferias está ocupando esse mês de novembro com muita luta em todo país. O objetivo é marcar o mês da Consciência Negra com mobilizações dos trabalhadores contra a discriminação racial, as prisões arbitrárias e a violência policial sofrida pelo povo negro no Brasil e no mundo.

A Marcha da Periferia nasceu nas comunidades periféricas de São Luís, no Maranhão. A partir da organização de negras e negros trabalhadores, reúne quilombolas, movimento Hip Hop, juventude, donas de casa e desempregados em todo o país.

Essa marcha ganha uma dimensão internacional com a integração de outros países. A Rede Internacional Sindical de Solidariedade e Lutas fez um chamado a todas as organizações do movimento negro mundial para se incorporem na construção dessa atividade nos países (veja aqui a íntegra do manifesto internacional).

O calendário, que teve início do dia 10 de novembro, Dia Nacional de Protestos e Lutas, se estenderá por todo esse mês com intensas mobilizações.

Já estão previstas atividades em pelo menos 25 cidades nas periferias de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Juiz de Fora (MG), Florianópolis (SC), Teresina (PI), São Lourenço da Mata (PE), São Luís (MA), Natal (RN), Belém (PA), entre outras capitais.

Em São Paulo, haverá uma marcha afro-indígena no dia 25 de novembro, a partir das 10h, com saída no Pico do Jaraguá. A manifestação terá a participação da Ocupação Esperança, em Osasco (SP), e do Quilombo Raça e Classe que se unirão aos indígenas da Aldeia do Jaraguá e farão um grande ato.

Também estão previstas atividades nas periferias da Cidade Tiradentes, no dia 20, e no bairro da Brasilândia, no dia 25.

Em São José dos Campos/SP, o Quilombo Raça e Classe e o Fórum de Lutas realizam a Marcha da Periferia na zona sul da cidade neste domingo (19). A atividade será realizada a partir das 10 horas, no Half Dom Pedro, próximo ao centro cultural do bairro Dom Pedro.

No Rio de Janeiro, a atividade se inicia no Busto do Zumbi, em Madureira, às 7h, além de várias atividades em escolas e nos bairros. Também está prevista uma manifestação nos dias 24 e 25 de novembro na Baixada Fluminense.

Já foram realizadas marchas em Manaus (AM), Fortaleza (CE) e Belo Horizonte (MG) em atividades que denunciaram as mortes de jovens negros nas periferias e a criminalização da pobreza. As mobilizações também se incorporaram ao 10 de novembro, Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos, com  bandeiras de luta específicas do povo pobre e negro.

No dia 29 de outubro o Luta Popular realizou em Manaus a Marcha da Periferia, que relembrou um ano do sequestro, estupro e execução de três jovens no bairro de Nova Vitória, cujos corpos nunca foram encontrados.

A manifestação contou com a presença de ocupações organizadas pelo Luta Popular na cidade e fez a denúncia contra o genocídio da população negra e criminalização da pobreza.

Em São Luís (MA), no último dia 10, as bandeiras do povo negro contra a opressão e exploração foram marca do ato do dia Nacional de Lutas, com o convite para a Marcha da Periferia que acontece nesta sexta-feira (17), na cidade.

Para o membro do Movimento Hip Hop Quilombo Brasil Hertz Dias esse ano a marcha ganha mais potência com a integração de outros coletivos de periferia e do movimento negro como um todo. “É uma atividade que se propõe a construir algo maior e consistente via os comitês de periferia. Queremos que esses fóruns se consolidem como polo de resistência das lutas contra as reformas, o racismo, o machismo e exploração”, salientou.

O dirigente do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe Júlio Condaque destacou os dados ainda alarmantes das mortes de jovens nas periferias de todo país.  “O Atlas da Violência aponta que de 2005 a 2015, 271 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. Grande parte dessas mortes é de jovens negros e moradores da periferia. Precisamos denunciar esses números e exigir reparação, a população não admite mais retrocessos. O retorno do trabalho escravo, a reforma trabalhista, a Lei 181 que criminaliza o abordo no Brasil, são medidas que não podemos aceitar”, finalizou.

Fonte: CSP Conlutas
Foto: Reprodução


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