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25 novembro 2017

Temer oferece jantar a deputados e o cardápio é a sua aposentadoria. Greve Geral já!

Na noite desta quarta-feira (22), o presidente Michel Temer (PMDB) ofereceu um jantar no Palácio da Alvorada, em Brasília. No banquete, o cardápio principal foi a aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.

O governo apresentou a nova proposta de reforma da Previdência e deu continuidade às articulações para tentar obter os votos necessários para aprovar a mudança nas regras para obtenção da aposentadoria.

Como já havia sido anunciado, o governo manteve a fixação de idade mínima para a aposentadoria em 65 anos para homens e 62 para mulheres. Professores e policiais passam a cumprir exigência de 60 anos e 55 anos, respectivamente, sem distinção entre homens e mulheres.

O tempo de contribuição mínima para aposentadoria dos trabalhadores privados foi fixado em 15 anos, enquanto para os servidores públicos será de 25 anos. Com 15 anos, o trabalhador se aposentará com apenas 60% da renda média de contribuição. Com 25 anos de contribuição, o servidor terá direito a 70% da renda média.

A cada período de cinco anos a mais de trabalho, o percentual do valor de aposentadoria aumenta. Assim, para se aposentar com o benefício integral serão necessários 40 anos de contribuição.

A regra de transição estabelece que o trabalhador terá de contribuir por um tempo adicional de 30% em relação ao que falta para completar 30 anos (mulheres) ou 35 anos (homens) de contribuição. A idade mínima será a vigente no ano em que a pessoa terminar de cumprir esse pedágio, partindo de um mínimo de 53 anos para mulheres e 55 para homens. A partir de 2020, a idade mínima subirá um ano a cada dois anos, conforme tabela, até chegar a 62 anos para mulheres em 2036 e 65 para homens em 2038.

Em resumo: a reforma da Previdência praticamente tornará impossível para a maioria dos trabalhadores brasileiros se aposentar no país.

Jogo sujo para aprovar a reforma a qualquer custo

O encontro reuniu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, governadores e parlamentares da base aliada do governo.

Repetindo o mesmo “modus operandi” com que se livrou das denúncias por corrupção na Câmara, Temer intensificou nas últimas semanas o toma-lá-da-cá com partidos e deputados para amarrar votos a favor da reforma da Previdência, que o governo quer ver aprovada na Câmara ainda este ano.

Como sempre vale tudo. Cargos, emendas e a barganha em torno da reforma ministerial que o governo está fazendo, loteando a direção de 17 ministérios e cargos com partidos como o PP, PSC, PRB, PSD, PR, que foram a tábua de salvação de Temer para se livrar dos processos por corrupção.

É a verdadeira farra dos corruptos. O mais recente ministro empossado é Alexandre Baldy, para o Ministério das Cidades, uma indicação de Rodrigo Maia. Citado na Lava Jato, pupilo de Eduardo Cunha (o ex-presidente da Câmara, atualmente preso), Baldy também tem ligações com Carlinhos Cachoeira, bicheiro acusado de comandar o crime organizado em Goiás.

Greve Geral já!

A CSP-Conlutas faz um chamado a todas as centrais sindicais para a convocação de uma Greve Geral para o dia em que a reforma for à votação na Câmara dos Deputados. É preciso organizar desde já, nas bases das categorias, uma forte mobilização para parar o país como fizemos em abril deste ano.

“Apesar de o governo saber que não será fácil conseguir 308 votos em dois turnos na Câmara, uma vez que a reforma é impopular e ano que vem tem eleições, esse governo e Congresso tomado por corruptos já demonstraram que são capazes de qualquer coisa. Portanto, precisamos agir com urgência. As centrais sindicais têm de sair do imobilismo. Só o povo na rua pode barrar a reforma”, afirma o integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Fonte: CSP Conlutas
Foto: Reprodução


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