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04 agosto 2016

UECE: 3 MESES EM GREVE – Erro político do Governo Camilo, prejuízo cultural ao povo do Ceará

Os professores da Universidade Estadual do Ceará (UECE) completam, hoje, exatamente 3 meses em greve e muitos problemas se acumulam no interior de uma das mais importantes universidades do país, localizada em sete das mais importantes macrorregiões do Estado do Ceará. A universidade está com seu funcionamento comprometido após os sucessivos cortes de verbas de custeio imposto pelo atual governo, em consequência disso, os diversos campi estão sem limpeza, material de expediente, combustível para realização das aulas práticas e participação em eventos científicos, material para aulas práticas nos laboratórios, enfim, sem condições para manter a estrutura e o funcionamento da UECE. A dívida da Uece já ultrapassou 9 milhões de reais.

As seguidas greves, realizadas na Uece, são consequência do abandono governamental, instituído pelas oligarquias do Ceará, ao longo da história de mais de 40 anos de nossa universidade. Os governos do Estado do Ceará nunca criaram uma política de Estado que valorizasse um dos mais importantes locus de formação de pesquisadores e professores. Além da qualidade do ensino, a Uece é também reconhecida, em todo Brasil, pela sua produção em pesquisa, extensão e arte.

O governo Camilo Santana, como já é do conhecimento dos cearenses, se comprometeu com a valorização das universidades durante sua campanha eleitoral de 2014 e ratificou esse acordo em janeiro de 2015, por ocasião de audiência com o movimento grevista. Passados dezenove meses o governo não cumpriu nem os acordos emergenciais e, mais que isso, resolveu atacar a carreira dos professores, o PCCV, quando não implanta em folha as ascensões e dedicação exclusiva ou não dá celeridade aos processos na burocracia governamental. Neste ano, reeditou a resolução que impede a saída dos professores para a realização de pós-graduação. Numa atitude de abuso de autoridade Camilo Santana se nega a nomear 84 professores concursados, autorizar a obra da Faculdade de Itapipoca, há 13 meses licitada, a reforma da Faculdade de Crateús e a equiparação salarial de substitutos, além de outros acordos. Fere a Lei da data-base, quando propõe zero % de reajuste para todos servidores públicos. Todo esse arrocho é imposto às universidades e aos servidores em geral, mas o Estado do Ceará vem, em 2016, apresentando situação superavitária nos sucessivos relatórios bimensais de demonstração econômico-financeira.

O governo Camilo nem cumpre acordos, nem negocia, e nesses 3 meses de greve da UECE nunca recebeu e nem procurou o movimento grevista para resolver o impasse. Por outro lado, insiste em prejudicar milhares de professores e estudantes em todo território cearense, que querem estudar, se formar, assumir o trabalho, produzir ciência, debater as grandes e importantes questões anunciadas pela história e pela conjuntura atual, para num esforço hercúleo compreender e transformar essa realidade cheias de crises, que tanto atormentam o nosso povo.

Diante disso tudo, a SINDUECE, vem a público denunciar que a política de ataques às Universidades Estaduais, e a educação pública em geral, praticada pelo atual governo compromete os avanços culturais do povo cearense. Cenários sombrios, com esse erro político do governo Camilo Santana, podem, em curto tempo, se agravar, como o aumento da violência, desigualdade social, discriminação e preconceito, a diminuição da produção científica, conscientização política e do gosto pela estética. Resta-nos, no mínimo, Lutar e Resistir!

Fortaleza, Ceará, 3 de agosto de 2016.
Diretoria da SINDUECE do ANDES.

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