A Sinduece manifesta seu total apoio à luta das(os) docentes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e à sua seção sindical, a ASDUERJ, neste momento histórico de deflagração de greve, a primeira da categoria da UERJ em uma década!
Após tentativas frustradas de diálogo com o governo de Cláudio Castro (PL), a assembleia docente decidiu, na última quinta-feira (19), pelo movimento paredista como recurso último, porém necessário, diante do quadro de desmonte institucional e corrosão salarial que arrasta-se há anos. A reivindicação da categoria é inadiável: pagamento das perdas salariais, recomposição inflacionária, retorno dos triênios, correção das distorções nos benefícios e ampliação do orçamento da universidade.
A ASDUERJ denuncia que, em decorrência de duas décadas sem recomposição salarial efetiva, as perdas acumuladas pelos docentes chegam a 110,14% (julho de 2025). A Lei nº 9.436/21 previa a recomposição de 26% em três parcelas, mas o governador descumpriu o acordo e deixou de pagar duas destas. Desde então, a categoria tem realizado atos, audiências públicas e solicitado a abertura de mesa de negociação, mas permanece ignorada há cinco anos.
Desde 2017, com a adesão do estado do Rio de Janeiro ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), os docentes acumulam mais de 16 anos sem reajustes significativos, com poucas e insuficientes recomposições. Esta situação reflete o cenário enfrentado por outras universidades estaduais: cortes de gastos, ausência de políticas de valorização e sufocamento no orçamento previstos em instrumentos legais, como Constituições Estaduais.
Lutar não é crime: a Sinduece apoia a greve da UERJ como parte da luta mais ampla em defesa das universidades estaduais, por espaço orçamentário e pela valorização da carreira docente. Toda nossa solidariedade aos bravos companheiros e companheiras que resistem. Nossos desejos de vitória na luta!
FONTE: ANDES-SN, ASDUERJ.
